Tuesday, March 14, 2006

Uma Penquena Narrativa

(Por: Daiana Correa)
"Era uma linda noite de lua cheia, daquelas noites feitas pra namorar a luz da lua, mas como eu não tinha namorado saí apenas pra dar uma voltinha, foi então que algo estranho aconteceu.
Caminhando pela rua, olhei para céu, derepente olho e vejo uma figura um pouco estranha no alto do museu da cidade. Parecia uma pessoa agachada lá em cima. Tropecei, e quando olhei novamente aquilo não estavamais lá. Continuei caminhando, olhando e estranhando não ter quase ninguém na rua. Então, novamente esbarrei em algo e quando olhei me surpreendi, pois havia batido em um homem moreno, de olhos verdes, vestido todo de preto, muito lindo. Pedi desculpas e ele sorrindo perguntou o que uma moça fazia sozinha na rua à noite, respondi que estava apenas caminhando um pouco e admirando a noite. Ele falou que também gostava muito da noite. Perguntei seu nome, era Caim. Ele, muito gentilmente me convidou para beber algo num restaurante que havia ali perto. Sem pensar muito, aceitei. A conversa estava boa, conversamos muito sobre tudo, ele tinha uma voz muito sedutora e um jeito de olhar que mexia comigo. Bebemos bastante também, eu cerveja, ele vinho. Derepente ele se levantou, pegou minha mão, me puxando e dizendo:
- Venha comigo.
Não resisti e fui.
Caminhamos um pouco, até chegarmos em uma enorme casa. Uma casa bastante antiga, mas bonita. Entramos e ele me levou até um quarto. Lá ele me abraçou e me beijou, senti um arrepio, mas eu queria que acontecesse. Então, ele olhou fixamente em meus olhos e disse:
- Você jamais esquecerá esta noite.
Ele começou a beijar meu pescoço. Então, senti uma leve mordida, mas não deixei que isso nos atrapalhasse. Aos poucos, fui me sentindo fraca. Mais e mais. Até não poder suportar o peso de meu próprio corpo e desmaiar.
Quando acordei estava deitada em minha cama, no meu quarto. Vestia uma camisola preta, bastante sensual. As janelas de meu quarto, estavam todas abertas. O dia começava a clarear e um impulso me fez fechar todas asjanelas. Quando voltei para minha cama, lá estava um pequeno bilhete escrito:
"Você jamais será a mesma".
Caim.

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