Tuesday, March 14, 2006

"Anjos da Noite"

(Por: Daiana Correa)
Desde de pequena Anita se interresava por históriasde terror, histórias que envolvessem lobisomens, vampiros, mistérios não desvendados..., além disso tinha uma imaginação fértil capaz de criar histórias terríveis e fazê-las parecerem verdade.
Até aí tudo bem mas, também desde bem pequena Anita tinha sonhos um tanto quanto estranhos. Ela se via em seus próprios sonhos, e neles ela matava pessoas, maltratava crianças, andava junto com pessoas más que incentivavam ela a fazer aquelas coisas horríveis. Porém, nunca via em seus sonhos os rostos daquelas pessoas, que andavam sempre de preto. A única coisa que via, era uma marca que todos eles tinham em uma de suas mãos e ela também tinha essa marca. Acordava sempre muito assustada quando tinha esses sonhos, tentava sempre compreende-los mas, não conseguia.
Agora Anita estava com 17 anos e acabara de terminar seus estudos. Seu pai recebera um convite para trabalhar em outra cidade. Como o salário seria muito melhor, ele aceitou e lá foram eles para uma nova cidade, para uma nova casa, para uma nova vida. Anita logo fez amizades com um grupo de amigos do seu bairro, que por sinal era uma bairro aparentemente calmo. Começou a sair bastante com seus novos amigos, com quem desde o começo teve muita afinidade. Como se já conhecesse todos eles. Seus pais até acharam bom, isso dela ter feito amizades logo. Mas aos poucos, foram se preocupando com Anita, que começou a passar noites fora de casa e a não falar direito com eles.
Seus pais acharam a mudança de Anita um pouco estranhama. Pensaram ser típico da idade. Anita e seus amigos formavam um grupo de 10 pessoas, 5 meninas e 5 rapazes. Fredy era o líder do grupo e foi por ele que Anita se interessou. começaram a ficar e ele a incitar Anita a fazer as mesmas coisas que eles costumavam fazer. Eram considerados na cidade como baderneiros, anarquistas, que não respeitavam as regras e faziam estravagâncias fora do normal. Fredy conveceu Anita, que para ficar com ele e no grupo, teria que acompanhar eles. Embora estivesse contrariando seus princípios, ela aceitou. Mal sabia ela no que estava se metendo e o mistério que havia entre os componentes do grupo, ou melhor, de uma certa maneira ela sabia, mas não tinhacomo evitar. Um dia ao se encontrar com seus amigos, eles disseram que Anita devia ter a marca do grupo, uma marca que tinham nas mãos. Anita aceitou e até achou legal, mas parecia que havia visto aquela marca em algum lugar. Depois disso foram todos para uma casa abandonada, que ficava perto do bairro onde moravam. Por fora era uma casa que parecia a muito tempo estar abandonada. Mas para surpresa de Anita, quando entraram, a casa toda estava mobiliada, nem parecia a mesma casa que se via de fora. Lá dentro tinha um ar demistério e terror. Então, fredy fez a apresentação:
- Anita, este é o nosso lar, ou melhor, nosso mausoléu. E você agora, faz parte dele.
Derepente Anita sentiu algo, como se de uma hora para outra estivesse sonhando. Um daqueles seus sonhos ruins, mas isso era a realidade. Como se tudo aquilo que ela havia sonhado, estivesse se tornando realidade.
Fredy:
- E você hoje se tornará um de nós. Você será como todos nós!
Anita despertando de seu momento de reflexão, disse:
- Não estou entendendo o que está acontecendo aqui, Fredy. Por que me trouxe até aqui? Me fez fazer está tatuagem e por que tá falando essas coisas?
- Você sabe Anita. Você sabe por que já viveu tudo isso antes, em seus sonhos e agora tudo será realidade. Você foi escolhida, para ao meu lado ser líder do nosso grupo, os "Anjos da Noite".
- Mas o que vocês são, afinal? - perguntou, mas já sabia o que eles eram e ela seria um deles também, era seu destino.
- Isso, você também já sabe e tudo que lhe parece estranho e confuso, estará claro depois desta noite.
Nisso veio um de seus amigos, com dois copos de vinho, para Fredy e Anita. Bebam todos disse Fredy, pois hoje é um dia especial. Dia em que Anita, irá aceitar seu destino e junto de nós fará se cumprir os nossos destinos, que estarão ligados para a eternidade.

Uma Penquena Narrativa

(Por: Daiana Correa)
"Era uma linda noite de lua cheia, daquelas noites feitas pra namorar a luz da lua, mas como eu não tinha namorado saí apenas pra dar uma voltinha, foi então que algo estranho aconteceu.
Caminhando pela rua, olhei para céu, derepente olho e vejo uma figura um pouco estranha no alto do museu da cidade. Parecia uma pessoa agachada lá em cima. Tropecei, e quando olhei novamente aquilo não estavamais lá. Continuei caminhando, olhando e estranhando não ter quase ninguém na rua. Então, novamente esbarrei em algo e quando olhei me surpreendi, pois havia batido em um homem moreno, de olhos verdes, vestido todo de preto, muito lindo. Pedi desculpas e ele sorrindo perguntou o que uma moça fazia sozinha na rua à noite, respondi que estava apenas caminhando um pouco e admirando a noite. Ele falou que também gostava muito da noite. Perguntei seu nome, era Caim. Ele, muito gentilmente me convidou para beber algo num restaurante que havia ali perto. Sem pensar muito, aceitei. A conversa estava boa, conversamos muito sobre tudo, ele tinha uma voz muito sedutora e um jeito de olhar que mexia comigo. Bebemos bastante também, eu cerveja, ele vinho. Derepente ele se levantou, pegou minha mão, me puxando e dizendo:
- Venha comigo.
Não resisti e fui.
Caminhamos um pouco, até chegarmos em uma enorme casa. Uma casa bastante antiga, mas bonita. Entramos e ele me levou até um quarto. Lá ele me abraçou e me beijou, senti um arrepio, mas eu queria que acontecesse. Então, ele olhou fixamente em meus olhos e disse:
- Você jamais esquecerá esta noite.
Ele começou a beijar meu pescoço. Então, senti uma leve mordida, mas não deixei que isso nos atrapalhasse. Aos poucos, fui me sentindo fraca. Mais e mais. Até não poder suportar o peso de meu próprio corpo e desmaiar.
Quando acordei estava deitada em minha cama, no meu quarto. Vestia uma camisola preta, bastante sensual. As janelas de meu quarto, estavam todas abertas. O dia começava a clarear e um impulso me fez fechar todas asjanelas. Quando voltei para minha cama, lá estava um pequeno bilhete escrito:
"Você jamais será a mesma".
Caim.